Reitor da UniCesumar proíbe identidade de gênero e orientação sexual nas salas de aula

Semana passada, recebi a informação de que o dono do Unicesumar, Wilson de Matos Silva, andou tecendo alguns comentários preconceituosos sobre as matérias veiculadas pelo jornal O Diário no dia 15 de outubro, as quais mereceram a capa da edição. As matérias eram, basicamente, sobre assuntos relacionados a pessoas LGBTs. Segundo as informações, Wilson manifestou que acha um absurdo o jornal fazer matéria sobre “isso”, porque “homem é homem e mulher é mulher, segundo Deus e a Ciência”. Ele também declarou que na UniCesumar, ninguém pode falar sobre “ideologia de gênero” em sala de aula.

Ontem postei uma notinha sobre a manifestação do professor. Até aí, fato corriqueiro, mas o que nos chama a atenção são as denúncias que chegaram em forma de comentários nesse post. De acordo com os comentários, são proibidos eventos sobre a temática gênero e diversidade. A denúncia mais grave é de uma aluna que se encontra no segundo ano de graduação e nas aulas de Saúde Coletiva, nunca se tocou no assunto de gênero. A aluna demonstra preocupação, pois no terceiro ano fará estágio em ambulatório e nunca teve uma aula sequer sobre saúde LGBT.

Preocupa-nos a falta de atenção que a UniCesumar dá à formação de seus alunos e alunas, principalmente da área de saúde. Serão futuros profissionais que terão de dispender de dinheiro próprio, além das mensalidades que já pagaram durante a graduação, para fazer cursos de formação e entenderem, minimamente, de saúde LGBT.

Wilson Matos, não adianta fazer de conta que LGBTs não existem. Não adianta recusar a seus alunos e alunas transexuais o uso do nome social na documentação escolar. LGBTs existem e resistem.