Minha militância começou nos tempos de escola, participando do movimento estudantil. Sempre gostei de política e sempre me senti bem participando de movimentos. Em 1984 participei ativamente das manifestações por eleições diretas para presidente da república. Em 1986 comecei a trabalhar na UEM, onde participei de vários atos, manifestações, mobilizações, movimento paredista etc. Fui da direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá, Sinteemar, nas gestões de 1991 a 1994; 2007 a 2010 e 2010 a 2013. Fui eleita, duas vezes, representante Técnico Administrativo no Conselho Universitário da UEM.

No final do ano de 2003 conheci a Marcha Mundial das Mulheres e, por ter um posicionamento feminista e de defesa das mulheres, comecei a participar, aqui em Maringá. Em 2009 me uni à Associação Maringaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – AMLGBT – e desde então tenho me dedicado a esse segmento também. Estou em meu segundo mandato como Presidente da Associação. Sou mulher bissexual e Mãe pela Diversidade, coletivo nacional que une mães de pessoas LGBT.

O papel de vereadora é muito maior e mais importante do que nominar ruas ou oferecer títulos beneméritos. Essas são atribuições de vereadora também, mas essas funções vão muito além. Uma vereadora comprometida com seus eleitores e eleitoras tem de valorizar o voto recebido nas urnas. E, sobretudo, valorizar o capital humano da nossa cidade. A cidade deve ser pensada e administrada para as pessoas, para atender toda a sua população e não apenas uma parcela burguesa da sociedade, algumas denominações religiosas e a especulação imobiliária. É preciso legislar pensando no bem de toda a sociedade.

Decidi me colocar como candidata à vereadora, em Maringá, por entender que é preciso mudar boa parte dos vereadores da nossa Câmara, principalmente aqueles que não estão comprometidos com políticas públicas, que não tem compromisso com o povo e que legislam apenas para um grupo religioso, sem respeitar a laicidade do estado, ou que legislam para grandes empresários e latifundiários.

Me coloquei como candidata também e, principalmente, porque Maringá não elegeu mulheres em 2016. Há quatro anos temos uma câmara exclusivamente masculina, sem as vozes e os posicionamentos das mulheres. Não temos representatividade e não ocupamos nosso lugar na Casa de Leis de nossa bela Maringá. As mulheres na Câmara, hoje, estão apenas no setor administrativo. Precisamos e vamos juntas mudar a cara da Câmara e mudar a política maringaense.

Tenho certeza que, eleita, farei uma política diferente. Tenho um programa de trabalho pautado nos Direitos humanos, lembrando sempre dos segmentos invisibilizados da nossa sociedade. Precisamos de mulheres na política. Precisamos de mulheres que lutem pelas mulheres e que tenham voz dentro da Câmara.

Serei uma vereadora comprometida com os movimentos sociais e com a vida das mulheres e de LGBTs de Maringá. Comprometida com as políticas de inclusão, com a defesa das discussões de gênero, raça, sexualidade e diversidade em todas as esferas. Serei defensora da liberdade religiosa e da liberdade de não se ter religião, respeitando sempre o caráter laico do estado.

E essa é a minha luta!