Tenho 53 anos, sou formada pela Universidade Estadual de Maringá em Normal Superior e pós-graduada em Gestão Pública. Sou palestrante sobre os temas: Escola sem LGBTfobia; Relações familiares e LGBT; Mães pela Diversidade; Combate ao projeto Escola sem Partido; Mulheres na Política; História do Movimento Feminista; Discussões de Gênero na Escola; Enfrentamento à LGBTfobia no mundo do trabalho, entre outros.

Quero ser vereadora porque acredito que tenho projetos que trarão melhoria para as vidas de muitas pessoas, em especial para as pessoas LGBT. Serei, como sempre tenho sido ao longo da minha vida, defensora das famílias. Famílias de todas as cores, de todas as classes, de todos os formatos, de todas as constituições. Famílias compostas por pessoas que têm, como principal laço, o amor.

Ter uma representante LGBT no legislativo é a garantia de que teremos uma voz, na Câmara Municipal de Maringá, que não se calará e que clamará por direitos e dignidade para as pessoas LGBT, para as mulheres, para nossas crianças, para pessoas negras e de todas as raças e etnias, para os animais, para a dona de casa, as trabalhadoras, as pequenas e microempresas etc. Muitas lutas são importantes e, sem representatividade, essas lutas ficam relegadas ao segundo, terceiro, último plano. Isso é facilmente perceptível quando pesquisamos quais projetos de lei atendem esses segmentos da sociedade. Precisamos de representatividade para garantirmos a construção das nossas pautas.

Sou a certeza do novo, não apenas porque nunca estive em cargos eletivos. Sou a certeza do novo porque nunca, na história de Maringá, houve uma representante LGBT na Câmara Municipal. Quero mudar a política maringaense para melhor.

MINHAS PRINCIPAIS PROPOSTAS:

– propor a criação de um Centro de Pesquisa e Atendimento a Travestis e Transexuais (CPATT) em Maringá;

– propor a criação da Casa de Passagem para mulheres em situação de vulnerabilidade;

– lutar pela erradicação da violência contra a mulher;

– propor um projeto de lei de incentivos fiscais para empresas que empregarem pessoas transexuais;

– trabalhar na defesa dos servidores municipais, lutando por melhores salários e melhores condições de trabalho;

– propor um projeto de geração de renda para incentivar o empreendedorismo por pessoas LGBT;

– lutar por um cidade laica para que todas as religiões possam ser tratadas com igualdade, sem privilégios ou discriminação;

– lutar e defender, junto ao estado, que a delegacia das mulheres funcione 7 dias da semana, 24 horas por dia;

– propor 4% do orçamento municipal para políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio;

– propor que 50% dos cargos de primeiro e segundo escalão seja ocupado por mulheres;

– propor uma comissão interdisciplinar voltada à redução de danos nas famílias com dificuldades de relacionamento com membros LGBT;

– propor a criação da Casa da Cidadania para abrigamento e apoio às pessoas LGBT expulsas de casa pela família;

– incentivar a inclusão do segmento LGBT na secretaria municipal de direitos humanos e cidadania, com a criação de uma gerência;

– incentivar projetos artístico-culturais de pessoas LGBTQIA+ e Drag Queens;

– lutar pela educação pública, gratuita e de qualidade, defendendo as Escolas e Centros de Educação Infantil do município e seus distritos;

– lutar em defesa do SUS e o fortalecimento das UBS, UPAS e Hospital Municipal;

– promover campanhas de incentivo à escolaridade para mulheres e pessoas LGBT que abandonaram os estudos;

– incentivar as campanhas de combate ao suicídio, pela saúde da mulher, saúde do homem, entre outras;

– propor políticas voltadas à população negra de nossa cidade, retomando as discussões sobre a importância do dia da Consciência Negra.

– lutar para que o Plano Nacional de Saúde da População Negra, em especial das mulheres, seja praticado em sua totalidade, procurando ainda implantar melhorias;

– lutar pelo combate ao racismo e à LGBTfobia institucionais.