Veja como cada deputado se posiciona sobre votação de denúncia contra Temer

Ao longo da última semana, a Folha de São Paulo procurou todos os 513 deputados federais para saber se pretendem aceitar ou não a abertura de ação penal contra o presidente Michel Temer –caberá a eles definir se o caso será encaminhado ao Supremo, responsável pelo julgamento, ou se será arquivado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não votará na deliberação sobre a continuidade das investigações contra o presidente.

Por meio de sua assessoria, ele disse que se baseia no artigo 17, parágrafo 1º do regimento interno da Casa. Nele, afirma-se que cabe ao ocupante do cargo votar em escrutínios secretos ou para desempatar votações abertas -a possibilidade não existe neste caso.

O entendimento de Maia é o contrário do de seu antecessor, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Adversário da então presidente Dilma Rousseff, Cunha conseguiu interpretação que permitiu que votasse a favor do impeachment em 2016.

Veja abaixo as respostas dos demais deputados:

A FAVOR DA ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA:
Adelmo Carneiro Leão (PT-MG)
Afonso Florence (PT-BA)
Afonso Motta (PDT-RS)
Alessandro Molon (Rede-RJ)
Alice Portugal (PC do B-BA)
Aliel Machado (Rede-PR)
Ana Perugini (PT-SP)
André Figueiredo (PDT-CE)
Angelim (PT-AC)
Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP)
Ariosto Holanda (PDT-CE)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
Assis Carvalho (PT-PI)
Assis Melo (PC do B-RS)
Bacelar (Podemos-BA)
Bebeto (PSB-BA)
Benedita da Silva (PT-RJ)
Beto Faro (PT-PA)
Bohn Gass (PT-RS)
Cabo Daciolo (PT do B-RJ)
Caetano (PT-BA)
Capitão Augusto (PR-SP)
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Chico D’angelo (PT-RJ)
Chico Lopes (PC do B-CE)
Christiane Yared (PR-PR)
Dagoberto Nogueira (PDT-MS)
Daniel Almeida (PC do B-BA)
Daniel Coelho (PSDB-PE)
Danilo Cabral (PSB-PE)
Davidson Magalhães (PC do B-BA)
Décio Lima (PT-SC)
Delegado Francischini (SD-PR)
Diego Garcia (PHS-PR)
Dr. Jorge Silva (PHS-ES)
Dr. Sinval Malheiros (Podemos-SP)
Edmilson Rodrigues (PSOL-PA)
Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
Eliziane Gama (PPS-MA)
Enio Verri (PT-PR)
Erika Kokay (PT-DF)
Expedito Netto (PSD-RO)
Fábio Sousa (PSDB-GO)
Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
Flavinho (PSB-SP)
Givaldo Carimbão (PHS-AL)
Givaldo Vieira (PT-ES
Glauber Braga (PSOL-RJ)
Heitor Schuch (PSB-RS)
Helder Salomão (PT-ES)
Henrique Fontana (PT-RS)
Hugo Leal (PSB-RJ)
Irajá Abreu (PSD-TO)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Jaime Martins (PSD-MG)
Jandira Feghali (PC do B-RJ)
Janete Capiberibe (PSB-AP)
Jean Wyllys (PSOL-RJ)
João Daniel (PT-SE)
João Derly (Rede-RS)
Jorge Boeira (PP-SC)
Jorge Solla (PT-BA)
Jorginho Mello (PR-SC)
José Guimarães (PT-CE)
José Mentor (PT-SP)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Keiko Ota (PSB-SP)
Leo De Brito (PT-AC)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Leônidas Cristino (PDT-CE)
Luciano Ducci (PSB-PR)
Luiz Couto (PT-PB)
Luiz Sérgio (PT-RJ)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Luizianne Lins (PT-CE)
Major Olimpio (SD-SP)
Mara Gabrilli (PSDB-SP)
Marco Maia (PT-RS)
Marcon (PT-RS)
Margarida Salomão (PT-MG)
Maria Do Rosário (PT-RS)
Mariana Carvalho (PSDB-RO)
Miro Teixeira (Rede-RJ)
Moisés Diniz (PC do B-AC)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Nilto Tatto (PT-SP)
Odorico Monteiro (PSB-CE)
Onyx Lorenzoni (DEM-RS)
Orlando Silva (PC do B-SP)
Padre João (PT-MG)
Pastor Eurico (PHS-PE)
Patrus Ananias (PT-MG)
Paulão (PT-AL)
Paulo Foletto (PSB-ES)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Paulo Teixeira (PT-SP)
Pedro Cunha Lima (PSDB-PB)
Pedro Uczai (PT-SC)
Pepe Vargas (PT-RS)
Pollyana Gama (PPS-SP)
Pompeo de Mattos (PDT-RS)
Professora Marcivania (PC do B-AP)
Rafael Motta (PSB-RN)
Reginaldo Lopes (PT-MG)
Robinson Almeida (PT-BA)
Rocha (PSDB-AC)
Ronaldo Lessa (PDT-AL)
Rubens Otoni (PT-GO)
Ságuas Moraes (PT-MT)
Sergio Vidigal (PDT-ES)
Severino Ninho (PSB-PE)
Silvio Costa (PT do B-PE)
Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
Tiririca (PR-SP)
Valmir Assunção (PT-BA)
Valmir Prascidelli (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Vicente Candido (PT-SP
Vicentinho (PT-SP)
Wadih Damous (PT-RJ)
Waldenor Pereira (PT-BA
Weliton Prado (PMB-MG)
Weverton Rocha (PDT-MA)
Zé Carlos (PT-MA)
Zé Geraldo (PT-PA)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Zeca do PT (PT-MS)

CONTRA A ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA:
Alceu Moreira (PMDB-RS)
André Amaral (PMDB-PB)
André Moura (PSC-SE)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Baleia Rossi (PMDB-SP)
Benito Gama (PTB-BA)
Beto Mansur (PRB-SP)
Bilac Pinto (PR-MG)
Bonifácio De Andrada (PSDB-MG)
Carlos Bezerra (PMDB-MT)
Carlos Marun (PMDB-MS)
Cleber Verde (PRB-MA)
Darcísio Perondi (PMDB- RS)
Domingos Sávio (PSDB-MG)
Evandro Roman (PSD-PR)
Fausto Pinato (PP-SP)
Flaviano Melo (PMDB-AC)
Giuseppe Vecci (PSDB-GO)
Guilherme Coelho (PSDB-PE)
Hildo Rocha (PMDB-MA)
Hugo Motta (PMDB-PB)
Jéssica Sales (PMDB-AC)
Jhonatan De Jesus (PRB-RR)
José Priante (PMDB-PA)
José Rocha (PR-BA)
Junior Marreca (PEN-MA)
Lucio Vieira Lima (PMDB-BA)
Maia Filho (PP -PI)
Marcelo Squassoni (PRB-SP)
Mauro Lopes (PMDB-MG)
Mauro Pereira (PMDB-RS)
Nelson Marquezelli (PTB-SP)
Nelson Meurer (PP-PR)
Nelson Padovani (PSDB-PR)
Nivaldo Albuquerque (PRP-AL)
Paulo Pereira da Silva (SD-SP)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Roberto Góes (PDT-AP)
Sabino Castelo Branco (PTB-AM)
Sergio Souza (PMDB-PR)
Simão Sessim (PP-RJ)
Takayama (PSC- PR)
Wilson Beserra (PMDB-RJ)
Wladimir Costa (SD-PA)

NÃO VAI SE PRONUNCIAR:
Adilton Sachetti (PSB-MT)
Aelton Freitas (PR-MG)
Alan Rick (PRB-AC)
Alexandre Leite (DEM-SP)
Alexandre Valle (PR-RJ)
Alfredo Nascimento (PR-AM)
André Fufuca (PP-MA)
Andres Sanchez (PT-SP)
Arthur Lira (PP-AL)
Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM)
Augusto Coutinho (SD-PE)
Aureo (SD-RJ)
Benjamin Maranhão (SD-PB)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Beto Rosado (PP-RN)
Bruna Furlan (PSDB-SP)
Brunny (PR-MG)
Cabo Sabino (PR-CE)
Cacá Leão (PP-BA)
Carlos Andrade (PHS-RR)
Carlos Gomes (PRB-RS)
Celso Russomanno (PRB-SP)
Cristiane Brasil (PTB-RJ)
Delegado Waldir (PR-GO)
Edson Moreira (PR-MG)
Eduardo Bolsonaro (PSC-SP)
Gabriel Guimarães (PT-MG)
Giacobo (PR-PR)
Hélio Leite (DEM-PA)
Heráclito Fortes (PSB-PI)
Iracema Portella (PP-PI)
Izaque Silva (PSDB-SP)
Jair Bolsonaro (PSC-RJ)
João Arruda (PMDB-PR)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Joaquim Passarinho (PSD-PA)
Júlia Marinho (PSC-PA)
Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR)
Luiz Lauro Filho (PSB-SP)
Luiz Nishimori (PR- PR)
Magda Mofatto (PR-GO)
Mandetta (DEM-MS)
Marco Feliciano (PSC-SP)
Marcus Pestana (PSDB-MG)
Moses Rodrigues (PMDB-CE)
Paulo Maluf (PP-SP)
Pedro Fernandes (PTB-MA)
Pedro Vilela (PSDB-AL)
Raquel Muniz (PSD-MG)
Renato Molling (PP-RS)
Ricardo Teobaldo (Podemos-PE)
Roberto Alves (PRB-SP)
Rôney Nemer (PP-DF)
Sandro Alex (PSD-PR)
Silvio Torres (PSDB-SP)
Toninho Pinheiro (PP-MG)
Vicentinho Júnior (PR-TO)

NÃO SABE:
Alberto Fraga (DEM-DF)
Ademir Camilo (Podemos-MG)
Adalberto Cavalcanti (PTB-PE)
Alberto Filho (PMDB-MA)
Alex Canziani (PTB-PR)
Alex Manente (PPS-SP)
Alexandre Baldy (Podemos-GO)
Alexandre Serfiotis (PMDB-RJ)
Altineu Côrtes (PMDB-RJ)
Aluisio Mendes (Podemos-MA)
André Abdon (PP-AP)
Antonio Bulhões (PRB-SP)
Arolde De Oliveira (PSC-RJ)
Assis Do Couto (PDT-PR)
Beto Salame (PP-PA)
Cabuçu Borges (PMDB-AP)
Caio Narcio (PSDB-MG)
Carlos Eduardo Cadoca (PDT-PE)
Carlos Henrique Gaguim (Podemos-TO)
Carlos Manato (SD-ES)
Carmen Zanotto (PPS-SC)
Célio Silveira (PSDB-GO)
Celso Maldaner (PMDB- SC)
Celso Pansera (PMDB-RJ)
César Halum (PRB-TO)
Claudio Cajado (DEM-BA)
Covatti Filho (PP-RS)
Daniel Vilela (PMDB-GO)
Domingos Neto (PSD-CE)
Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)
Eduardo Da Fonte (PP-PE)
Efraim Filho (DEM-PB)
Elmar Nascimento (DEM-BA)
Esperidião Amin (PP-SC)
Evandro Gussi (PV- SP)
Ezequiel Fonseca (PP-MT)
Ezequiel Teixeira (Podemos-RJ)
Fábio Mitidieri (PSD SE)
Fábio Ramalho (PMDB- MG)
Felipe Bornier (PROS-RJ)
Francisco Chapadinha (Podemos- PA)
Geraldo Resende (PSDB- MS)
Gorete Pereira (PR-CE)
Goulart (PSD-SP)
Guilherme Mussi (PP-SP)
Herculano Passos (PSD-SP)
Hermes Parcianello (PMDB-PR)
Heuler Cruvinel (PSD-GO)
Izalci Lucas (PSDB-DF)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
João Marcelo Souza (PMDB-MA)
João Rodrigues (PSD -SC)
José Airton Cirilo (PT-CE)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
José Carlos Araújo (PR-BA)
José Fogaça (PMDB-RS)
Jozi Araújo (Podemos-AP)
Júlio Cesar (PSD-PI)
Julio Lopes (PP-RJ)
Jutahy Junior (PSDB-BA)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Leandre (PV-PR)
Leopoldo Meyer (PSB-PR)
Lindomar Garçon (PRB-RO)
Lobbe Neto (PSDB-SP)
Lucas Vergilio (SD-GO)
Lucio Mosquini (PMDB-RO)
Luis Tibé (PT do B-MG)
Luiz Fernando Faria (PP-MG)
Macedo (PP-CE)
Marcos Rogério (DEM-RO)
Marcus Vicente (PP-ES)
Nilson Pinto (PSDB-PA)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Norma Ayub (DEM-ES)
Osmar Bertoldi (DEM-PR)
Otavio Leite (PSDB-RJ)
Paes Landim (PTB-PI)
Pauderney Avelino (DEM-AM)
Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)
Paulo Azi (DEM-BA)
Paulo Feijó (PR-RJ)
Remídio Monai (PR-RR)
Renata Abreu (Podemos-SP)
Ricardo Izar (PP-SP)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Roberto Balestra (PP-GO)
Roberto Britto (PP-BA)
Roberto De Lucena (PV-SP)
Roberto Freire (PPS-SP)
Rodrigo Martins (PSB PI)
Rodrigo Pacheco (PMDB-MG)
Rogério Marinho (PSDB-RN)
Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC)
Rogério Rosso (PSD-DF)
Rômulo Gouveia (PSD-PB)
Ronaldo Carletto (PP-BA)
Ronaldo Fonseca (PROS-DF)
Rubens Pereira Júnior PC do B-MA)
Saraiva Felipe (PMDB-MG)
Sérgio Moraes (PTB-RS)
Sergio Zveiter (PMDB-RJ)
Simone Morgado (PMDB-PA)
Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ)
Tenente Lúcio (PSB-MG)
Thiago Peixoto (PSD -GO)
Vaidon Oliveira (DEM-CE)
Victor Mendes (PSD-MA)
Vinicius Gurgel (PR-AP)
Vitor Lippi (PSDB-SP)
Waldir Maranhão (PP-MA)
Zé Silva (SD-MG)

NÃO RESPONDEU:
Abel Mesquita Jr. (DEM-RR)
Adail Carneiro (PP-CE)
Adelson Barreto (PR-SE)
Afonso Hamm (PP-RS)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Alfredo Kaefer (PSL-PR)
André De Paula (PSD-PE)
Antonio Brito (PSD-BA)
Antônio Jácome (Podemos- RN)
Arnaldo Faria De Sá (PTB-SP)
Átila Lins (PSD-AM)
Átila Lira (PSB-PI)
Augusto Carvalho (SD-DF)
Cajar Nardes PR-RS)
Carlos Melles (DEM-MG)
Celso Jacob (PMDB-RJ)
César Messias (PSB-AC)
Cesar Souza (PSD-SC)
Cícero Almeida (PMDB- AL)
Conceição Sampaio (PP-AM)
Creuza Pereira (PSB-PE)
Damião Feliciano (PDT-PB)
Dâmina Pereira (PSL-MG)
Danilo Forte (PSB-CE)
Danrlei de Deus (PSD-RS)
Dejorge Patrício (PRB-RJ)
Deley (PTB-RJ)
Deoclides Macedo (PDT-MA)
Diego Andrade (PSD-MG)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Dimas Fabiano (PP-MG)
Dulce Miranda (PMDB-TO)
Éder Mauro (PSD-PA)
Édio Lopes (PR-RR)
Edmar Arruda (PSD -PR)
Eduardo Cury (PSDB-SP)
Elcione Barbalho (PMDB-PA)
Eli Corrêa Filho (DEM- SP)
Elizeu Dionizio (PSDB-MS)
Erivelton Santana (PEN-BA)
Eros Biondini (PROS-MG)
Evair Vieira De Melo (PV-ES)
Fábio Faria (PSD-RN)
Fabio Garcia (PSB-MT)
Fabio Reis (PMDB-SE)
Felipe Maia (DEM-RN)
Fernando Monteiro (PP-PE)
Flávia Morais (PDT-GO)
Francisco Floriano (DEM-RJ)
Franklin (PP-MG)
Genecias Noronha (SD-CE)
George Hilton (PSB-MG)
Geovania se Sá (PSDB-SC)
Gilberto Nascimento (PSC-SP)
Giovani Cherini (PR -RS)
Gonzaga Patriota (PSB-PE)
Hiran Gonçalves (PP-RR)
Hissa Abrahão (PDT-AM)
Irmão Lazaro (PSC-BA)
Jefferson Campos (PSD-SP)
Jerônimo Goergen (PP-RS)
JHC (PSB-AL)
Jô Moraes (PC do B-MG)
João Campos (PRB-GO)
João Fernando Coutinho (PSB-PE)
João Gualberto (PSDB-BA)
João Paulo Kleinubing (PSD-SC)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Jones Martins (PMDB-RS)
Jony Marcos (PRB-SE)
Jorge Côrte Real (PTB-PE)
Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP)
José Nunes (PSD-BA)
José Otávio Germano (PP-RS)
José Reinaldo (PSB-MA)
Jose Stédile (PSB-RS)
Josi Nunes (PMDB-TO)
Josué Bengtson (PTB-PA)
Jovair Arantes (PTB-GO)
Juscelino Filho (DEM- MA)
Kaio Maniçoba (PMDB-PE)
Laercio Oliveira (SD-SE)
Laerte Bessa (PR-DF)
Laudivio Carvalho (SD-MG)
Laura Carneiro (PMDB-RJ)
Lelo Coimbra (PMDB-ES)
Leonardo Quintão (PMDB-MG)
Lincoln Portela (PRB-MG)
Luana Costa (PSB-MA)
Luciana Santos (PC do B-PE)
Luciano Braga (PRB -BA)
Lúcio Vale (PR-PA)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Luiz Carlos Ramos (Podemos-RJ)
Luiz Cláudio (PR-RO)
Luzia Ferreira (PPS-MG)
Marcelo Aguiar (DEM-SP)
Marcelo Álvaro Antônio (PR-MG)
Marcelo Aro (PHS-MG)
Marcelo Castro (PMDB-PI)
Marcelo Delaroli (PR-RJ
Marcelo Matos (PHS-RJ)
Marcio Alvino (PR-SP)
Márcio Marinho (PRB-BA)
Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ)
Marco Tebaldi (PSDB-SC)
Marcos Abrão (PPS-GO)
Marcos Medrado (SD-BA)
Marcos Montes (PSD-MG)
Marcos Reategui (PSD-AP)
Marcos Soares (DEM-RJ)
Maria Helena (PSB-RR)
Marinaldo Rosendo (PSB-PE)
Marinha Raupp (PMDB- RO)
Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Mauro Mariani (PMDB-SC)
Miguel Haddad (PSDB-SP)
Miguel Lombardi (PR-SP)
Milton Monti (PR-SP)
Misael Varella (DEM-MG)
Missionário José Olimpio (DEM-SP)
Newton Cardoso Jr (PMDB-MG)
Nilson Leitão (PSDB-MT)
Osmar Serraglio (PMDB-PR)
Paulo Freire (PR-SP)
Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Paulo Magalhães (PSD-BA)
Pedro Chaves (PMDB-GO)
Raimundo Gomes De Matos (PSDB-CE)
Reinhold Stephanes (PSD-PR)
Renato Andrade (PP-MG)
Renzo Braz (PP-MG)
Roberto Sales (PRB-RJ)
Rodrigo De Castro (PSDB-MG)
Ronaldo Benedet (PMDB-SC)
Ronaldo Martins (PRB-CE)
Rosangela Gomes (PRB -RJ)
Rosinha da Adefal (PT do B-AL
Rubens Bueno (PPS-PR)
Sérgio Brito (PSD-BA)
Sérgio Reis (PRB-SP)
Shéridan (PSDB-RR)
Silas Câmara (PRB-AM)
Silas Freire (PR-PI)
Soraya Santos (PMDB-RJ)
Stefano Aguiar (PSD-MG)
Tadeu Alencar (PSB-PE)
Tereza Cristina (PSB-MS)
Toninho Wandscheer (PROS-PR)
Uldurico Junior (PV-BA)
Valadares Filho (PSB-SE)
Valdir Colatto (PMDB-SC)
Valtenir Pereira (PSB-MT)
Vanderlei Macris (PSDB-SP)
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB)
Victório Galli (PSC-MT)
Vinicius Carvalho (PRB-SP)
Vitor Valim (PMDB-CE)
Walney Rocha PEN RJ)
Walter Alves (PMDB-RN)
Walter Ihoshi (PSD-SP)
Wellington Roberto (PR-PB)
Wilson Filho (PTB-PB)
Wolney Queiroz (PDT-PE)
Yeda Crusius (PSDB-RS)
Zé Augusto Nalin (PMDB-RJ)
Zeca Cavalcanti (PTB-PE)
Zenaide Maia (PR-RN)

(ANGELA BOLDRINI, CARLOS BOZZO JUNIOR, DENISE PEROTTI, GÉSSICA BRANDINO e RODRIGO BORGES DELFIM)

Veja como cada deputado do Paraná deve votar sobre a denúncia contra Temer

Ao longo da última semana, a Folha de S.Paulo procurou todos os 30 deputados federais do Paraná para saber se pretendem aceitar ou não a abertura de ação penal contra o presidente Michel Temer –caberá a eles definir se o caso será encaminhado ao Supremo, responsável pelo julgamento, ou se será arquivado. Veja abaixo as respostas dos deputados do Paraná:

A FAVOR DA ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA:

Aliel Machado (Rede)
Christiane Yared (PR)
Delegado Francischini (SD)
Diego Garcia (PHS)
Enio Verri (PT)
Luciano Ducci (PSB)
Zeca Dirceu (PT)

CONTRA A ACEITAÇÃO DA DENÚNCIA:

Evandro Roman (PSD)
Nelson Meurer (PP)
Nelson Padovani (PSDB)
Sergio Souza (PMDB)
Takayama (PSC)

NÃO VAI SE PRONUNCIAR:

Giacobo (PR)
João Arruda (PMDB)
Luiz Carlos Hauly (PSDB)
Luiz Nishimori (PR)
Sandro Alex (PSD)

NÃO SABE:

Alex Canziani (PTB)
Assis Do Couto (PDT)
Hermes Parcianello (PMDB)
Leandre (PV)
Leopoldo Meyer (PSB)
Osmar Bertoldi (DEM)

NÃO RESPONDEU:

Alfredo Kaefer (PSL)
Dilceu Sperafico (PP)
Edmar Arruda (PSD)
Osmar Serraglio (PMDB)
Reinhold Stephanes (PSD)
Rubens Bueno (PPS)
Toninho Wandscheer (PROS)

LGBTfobia na UEM

Na mesma semana em que conheci a música “Indestrutível” da cantora Pablo Vittar, (re)conheci a maldade, a intolerância e o preconceito de pessoas que se sentem protegidas e quase anônimas atrás das telas dos computadores.

Alunas do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), na abertura do V Simpósio Internacional em Educação Sexual: saberes/trans/versais currículos identitários e pluralidades de gênero, exibiram a peça intitulada “As pedras no meu sapato”. Fato corriqueiro em qualquer evento. Porém, não podemos aceitar como corriqueiros a violência de gênero e os ataques feitos às alunas, à universidade, ao evento, às pessoas LGBT e à toda comunidade acadêmica da UEM.

O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBT no mundo! E ao ter uma peça encenada, que “retrata o surgimento do amor entre duas mulheres e as barreiras sociais pelas quais passam para concretizá-lo”, tentam “assassinar” estas duas mulheres enquanto artistas, enquanto alunas de uma universidade, enquanto mulheres lésbicas que amam. A LGBTfobia está tão arraigada ainda nas pessoas, num conservadorismo torpe e hipócrita, que a sexualidade das meninas é atacada por pessoas que nem sabem se elas são, de fato, lésbicas, ou se apenas vivem duas personagens lésbicas.

Nos posts das fotos da peça e nos comentários feitos, pode-se perceber o quanto algumas pessoas ainda têm necessidade de execrar, massacrar e machucar as mulheres. Parece ser um prazer orgásmico, uma espécie de masturbação psicológica se colocar como seres superiores, defensores dos padrões heteronormativos, diminuindo e retaliando as diferentes orientações sexuais.

Chamaram-nas de maconheiras, nojentas, imundas. Houve quem desejasse a presença de “5 ‘jhiradistas’ do estado islâmico” no evento, quem manifestasse que apenas a tortura (pau de arara) “resolve”; houve ainda quem dissesse que tudo isso era falta de “valores cristãos” e que estão, na UEM, tentando “destruir a família”. E, ainda houve quem desejasse que a UEM seja fechada, pois “tudo o que vem do Estado é uma merda” e que a UEM é “um antro de putaria”.

Não falarei em defesa da UEM, pois a própria já o fez. Quero falar apenas do quanto é vergonhosa essa atitude da sociedade preconceituosa. É de ficar boquiaberta com a ignorância e de como fazem com que uma fotografia, uma cena, uma parte do todo seja desvirtuada e passe a significar o todo. É estarrecedor como a hipocrisia anda a passos largos, calçada com o objetivo de desqualificar, desmerecer e diminuir o trabalho das pessoas.

Junho é o mês do Orgulho Gay. É o mês no qual as pessoas LGBTI celebram o orgulho de ser quem e como são, mesmo com os preconceituosos à espreita. É o mês que relembra as lutas por direitos, por equidade e por liberdade! E, infelizmente, é o mês que escolheram para atacar as mulheres lésbicas e todas as pessoas LGBTI da UEM. Não aceitaremos e não nos calaremos! Mas antes, manifestaremos nossa pena, nosso dó de pessoas tão amargas, que odeiam tanto, que perdem tanto tempo odiando, quando poderiam amar.

Porque, como diz a música à qual me referi no primeiro parágrafo, nós somos indestrutíveis! “Se recebo dor, te devolvo amor. E quanto mais dor recebo, mais percebo que eu sou Indestrutível.”

Apenas um deputado de Maringá é completamente contra a reforma da Previdência

Os deputados federais do Paraná responderam a um questionamento da Gazeta do Povo sobre a reforma da Previdência Social proposta pelo governo Michel Temer.

Apenas 3 dos 24 deputados consultados disseram ser completamente contra a reforma da Previdência: Aliel Machado (REDE), Zeca Dirceu e Ênio Verri, ambos do PT. Todos eles disseram que vão se opor à PEC. Veja o resultado:

Entre os deputados federais de Maringá, o resultado foi: Edmar Arruda (PSD) a favor; Luiz Nishimori (PR) contra mas com ressalvas; Enio Verri (PT) completamente contra.

O que querem as mulheres no dia 8 de março?

Mais uma vez chegamos à comemoração do Dia Internacional da Mulher, neste dia 08 de março. E, nesse momento, lançamo-nos à reflexão: “o que querem as mulheres no dia 8 de março?” Respondemos: Nada!

No dia 08 de março, não queremos flores, nem poesias, nem textos de Arnaldo Jabor, nem músicas de Chico Buarque! Não queremos descontos em academias, nem jantares a luz de velas, muito menos maquiagem grátis em lojas de perfumaria. Não queremos presentes caros nem baratos, nem mensagens pelo celular ou qualquer outro meio de comunicação. Não queremos discursos de machistas travestidos de baluartes da “moral e dos bons costumes”, nem que nos abram a porta do carro ou da padaria.

No 08 de março, nós queremos celebrar a história das lutas das mulheres pelas conquistas a que TEMOS DIREITO nos demais 364 dias do ano!

Queremos que 365 dias do ano sejam “Dias das Mulheres”. Dias que tenhamos creches e escolas em período integral; em que ocupemos mais espaços na política; em que tenhamos os mesmos direitos trabalhistas que os homens; em que possamos usar a roupa que nos deixe à vontade sem sermos olhadas como “potenciais vítimas de estupro”; dias em que não sejamos baleadas, esfaqueadas, estupradas, violentadas ou humilhadas por nossos pais, irmãos, tios, avôs, primos, maridos, noivos, namorados, amantes, colegas de trabalho, chefes, patrões ou quem quer que seja; dias para sermos donas do nosso corpo e das nossas decisões que impliquem o que fazemos dele (e com ele) sem precisar que o Estado legisle sobre isso; dias em que os serviços públicos de saúde, segurança, ensino, defesa e atendimento à mulher sejam prestados com eficiência sem que sejamos humilhadas nesses espaços; dias em que mulheres lésbicas e transexuais sejam tratadas com igualdade, dignidade e com respeito; dias em que não sejamos tratadas como mercadoria, ou como brinquedos sexuais; dias que não sejamos vitimadas pela violência obstétrica, nem pelos agrotóxicos, nem percamos o nosso direito ao trabalho, ao lazer, à educação e à vida!

A liberdade, a autonomia, a igualdade, o poder de tomar decisões sobre nossas vidas é direito para todas as pessoas! É direito para todas as mulheres!

E é pela conquista e estabelecimento desses e de todos os nossos direitos que nós, MULHERES, continuaremos em luta e incansáveis, até que todas sejamos livres!

Mulher é ameaçada e agredida por homem no trânsito de Londrina

Uma mulher de 50 anos diz ter sido agredida por um homem durante uma briga de trânsito em avenida de Londrina, no norte do Paraná, na sexta-feira (10). A vítima registrou um Boletim de Ocorrência descrevendo a agressão. A filha dela, de 15 anos, filmou o momento em que o agressor sai do carro, xinga e ameaça a vítima. Além de ter feito o boletim na Polícia Civil, a mulher ainda fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).

ASSISTA AO VÍDEO ACIMA

O vídeo, feito pela filha da vítima, mostra quando o rapaz, já fora do carro, vai em direção ao carro e faz ameaças, dizendo que vai até a casa delas caso a menina não parasse de filmar. A condutora xinga o homem, ele entra no carro, e depois retorna até o veículo onde estavam as duas. Conforme a vítima, é neste momento que ele dá um tapa no rosto dela.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e, por isso vai ouvir as duas partes envolvidas para definir se o motorista responderá pelas agressões. Como as investigações ainda não foram concluídas, os rostos dos envolvidos foram borrados no vídeo.

O Boletim de Ocorrência detalha que a agressão ocorreu na rotatória das avenidas Madre Leônia Milito e Ayrton Senna. Conforme o registro na polícia, a vítima relatou que descia a Avenida Ayrton Senna, quando o condutor do outro carro a fechou. O boletim detalha que as agressões ocorreram após o homem ter visto a filha da vítima filmando.
A polícia pede que os motoristas tentem manter a calma nesse tipo de situação.

Uber faz primeiras corridas hoje a partir das 14 horas

A Uber confirmou para as 14 horas o início das atividades em Maringá, que passa a ser a terceira cidade do Estado e a 41ª do País a dispor do serviço, segundo informações do Diário.

A tarifa praticada em Maringá será a mesma paga pelos londrinenses, que contam com o serviço desde 19 de agosto do ano passado. A viagem custará R$ 2,50, acrescidos de R$ 1 por quilômetro rodado e R$ 0,20 por minuto. Isso significa que uma corrida da prefeitura à rodoviária custará cerca de R$ 8, mesmo que seja feita de madrugada.

Nas cidades onde já opera, os clientes da Uber esperam em média 5 minutos por um carro; nas áreas centrais, 2 minutos.

Os deputados federais de Maringá mais assíduos e os mais faltosos na Câmara em 2016

Os deputados federais Luiz Nishimori (PR) e Edmar Arruda (PSD) foram os deputados federais de Maringá que mais faltaram nas sessões da Câmara dos Deputados em 2016. Nishimori faltou 19 vezes e Arruda 17. As informações são do Congresso em Foco.

Ricardo Barros (PP) faltou 3 e Enio Verri (PT) 1 vez. Os dois justificaram suas faltas.

No topo da lista dos deputados federais do Paraná que mais faltaram, estão Takayama (PSC) com 30 faltas, Giacobo (PR) 20 e Francischini (SD) 19.

Ulisses Maia nomeia Cleuza Theodoro diretora da Igualdade Racial

Na segunda-feira (12), o prefeito eleito Ulisses Maia nomeou para Diretora da Igualdade Racial, a militante Cleuza de Souza Theodoro, mais conhecida como Brechó.

Cleuza é presidente da União Maringaense da Consciência Negra e fundadora do Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves. Além disso, luta pelas causas feministas, defende a família em todas as suas formas, modelos e cores e ministra palestras sobre igualdade racial e oficinas de turbante.

Parabéns a Cleuza por essa nomeação mais do que justa. Parabéns ao prefeito eleito Ulisses Maia por nomear mulheres tão extraordinárias para ajudarem a melhorar Maringá.

Retrospectiva 2016 vai ser um filme de terror

Na última terça-feira (29), a frente do Congresso foi transformada em praça de guerra, com helicópteros atirando bombas em manifestantes que protestavam contra a PEC 241/55. O saldo foi de várias pessoas feridas, outras tantas presas. Isso tudo com ordens dadas de dentro do palácio, por uma gente ignara que tem o poder dado por eleição, nomeação ou negociata. Quando, em 31 de agosto passado, foi consumado o golpe de Estado que levou à presidência da República o usurpador, as pessoas favoráveis a esta “mudança” alegavam que era em nome da “retomada do poder” e pela “democracia” que assim estava sendo feito. Inclusive, o conjunto de medidas “maravilhosas” que seriam tomadas pela nova (?) equipe de governo foi batizado de “ponte para o futuro”.

Ao assumir, interinamente, o posto, a primeira medida do usurpador foi nomear um ministério todo formado por homens brancos. Nenhuma mulher e nenhuma pessoa negra foram contempladas, demonstrando que a equidade de gêneros e etnia não seria pauta deste governo. Desses ministros, mais da metade são alvos de investigação, ou já foram citados na Lava-Jato. Além disso, o usurpador extinguiu ministérios importantes que tratavam de políticas públicas para mulheres, LGBTs, pessoas com deficiência, negras e sem terra. No Brasil, não mais existiria Direitos Humanos.

Várias medidas de arrocho estão sendo tomadas, quase que semanalmente. A Lei que permite a exploração do pré-sal por empresas estrangeiras foi sancionada; cortes nos Programas Sociais, tais como ProUni, Fies, Bolsa Família, entre outros; atenção à saúde de indígenas ameaçada por medidas esdrúxulas; alterações no Programa Minha Casa Minha Vida que dificultarão a aquisição de casa pelas camadas mais pobres; criação de um Gabinete de Segurança Institucional que criminalizará toda manifestação popular de cunho político; flexibilização das leis trabalhistas, com ampliação da terceirização para todas as atividades; o projeto “Escola sem Partido”, com seus propósitos de eliminação do debate político nas escolas; a nefasta Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio, que transformará as crianças em mão de obra barata para o capital; a PEC 241/55, que congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos, dentre outras e outras e outras…

O que aconteceu no país, no meu entendimento, pode ser considerado uma histeria coletiva. Um medo desenfreado do comunismo, da bandeira e da camiseta vermelhas, da ditadura bolivarista, do fórum de São Paulo, da ideologia de gênero, da ascensão social dos pobres, tudo isso criou a categoria dos “paneleiros”: pessoas que batiam panelas nas sacadas pedindo o impeachment da Presidenta Dilma. Só que hoje, depois de 6 meses e meio desse “novo governo”, esses “paneleiros” estão em silêncio. Ainda não consegui descobrir se aplaudem o arrocho, o conservadorismo e a sujeira que se tornou o Congresso Brasileiro, ou se estão envergonhados pela besteira que fizeram.

Não sou vidente, mas minha previsão de futuro está muito pessimista. Não vislumbro vitórias, nem melhorias. Vejo nossos direitos que foram todos conquistados, nenhum nos foi dado de bandeja, sendo ameaçados e reduzidos cada vez mais. Como já disse em outra ocasião, nosso futuro está muito parecido com nosso passado. Tenho medo de assistir a retrospectiva 2016 na televisão. Esse programa, que todas as emissoras abertas têm o hábito de transmitir no final de ano, fará com que “Colheita Maldita”, “Filha do Mal”, “Invocação do Mal”, “O Exorcismo de Emily Rose”, ou qualquer outro filme de terror, pareçam com filmes de censura livre.